15 de outubro de 2026
Coral é filha de Phil Rajzman e neta do medalhista olímpico de vôlei e membro do Comitê Olímpico Internacional Bernard Rajzman e da ex-patinadora profissional Michelle Wollens Coral Rajzman, de 6 anos, participará pela terceira vez do North Shore Menehune Surfing Championships, tradicional encontro de surfe infantil realizado no North Shore de Oʻahu, no Havaí. Filha do carioca Phil Rajzman, de 44 anos, tricampeão mundial de longboard, a pequena surfista retorna ao evento que marcou sua estreia em competições, aos três anos de idade.O campeonato está previsto para esse fim de semana. A janela tem início em 17 e 18 e de 25 de outubro, no Haleʻiwa Aliʻi Beach Park. Coral participará da Kokua Division, categoria recreativa destinada a crianças de 3 a 6 anos, na qual os pais podem acompanhá-las dentro d’água. Sem classificação final ou definição de campeão, a intenção é proporcionar experiências com a dinâmica de uma competição, incentivando o contato com o oceano, a escolha das ondas e a convivência com outras crianças. Para Phil, retornar ao campeonato tem um significado especial. Foi ali que a filha começou a experimentar o ambiente competitivo do surfe, em uma vivência que hoje ganha novos capítulos. Enquanto o pai iniciou nas competições aos 7 anos, na escolinha do mestre Rico de Souza, Coral já participou de mais de 10 competições, entre disputas individuais e provas de Tandem ao lado dele. A dupla de pai e filha conquistou o 1º lugar no Duke’s OceanFest, na categoria Tandem Kids, outro tradicional campeonato havaiano. “O Menehune foi o primeiro campeonato de surfe da Coral, quando ela tinha três anos. Esse evento marcou um momento muito especial para mim como pai: ver minha filha dentro d’água, participando com outras crianças e descobrindo esse universo. Ficamos impressionados com a quantidade de crianças e com o encontro de famílias de diferentes partes da ilha”, conta Phil. A evolução da menina também se reflete na maneira como ela aproveita as ondas. Nas primeiras participações, mesmo muito nova, Coral já chamava a atenção pela desenvoltura de pegar ondas até a beira. Mais recentemente, passou a surfar mais de fora, fazer mudanças de base e demonstrar maior domínio da prancha. Agora, começa a cruzar os pés ao caminhar. Assim como o pai, caminhadas sobre a prancha e exploração do flow, com a prancha de longboard, combina com as preferências de Coral. Apesar dos resultados e da evolução técnica, Phil faz questão de que a relação da filha com o esporte, seja construída sem pressão. Para o tricampeão mundial, o surfe faz parte do cotidiano da pequena de maneira espontânea, sem imposições ou expectativas antecipadas de carreira. “Para a Coral, estar no surfe é algo natural. Eu procuro seguir as vontades dela, sem forçar nada. O mais especial é ver como transforma os desafios em diversão e adora participar. O pedido para treinar surfe partiu dela. Me perguntou por que tinha horário para a escola e para o jiu-jítsu, mas não para o surfe. Expliquei que uma possível carreira competitiva seria uma escolha dela e respondeu que queria treinar também. Foi aí que me comprometi a dedicar dois dias por semana à evolução dela. O surfe nunca foi uma obrigação”, relata o tricampeão. Atualmente, Coral surfa, pratica jiu-jítsu e se dedica ao tecido acrobático. As atividades contribuem para o desenvolvimento da coordenação, do equilíbrio, da força e da concentração, mas a preparação também acompanha o ritmo e os interesses da menina. Nos fins de semana, a rotina é mais livre — embora a praia continue sendo um dos destinos preferidos da família. Aprendizado dentro e fora d’água A convivência com o ambiente do North Shore também aproxima Coral da história e da cultura do surfe. Aos poucos, ela conhece grandes nomes do esporte, campeões mundiais, lendas do surfe havaiano, construindo referências por meio das experiências e das amizades que surgem nas praias e nos campeonatos. “Acredito que a compreensão mais profunda do que o North Shore representa vai chegar com o tempo. Por enquanto, ela está vivendo tudo isso como criança: fazendo amigos, pegando ondas e se divertindo. Acho muito positivo que essa ligação com a cultura do surfe esteja se construindo de maneira tão natural”, afirma Phil. O tricampeão também procura transmitir à filha valores que aprendeu ao longo da carreira. Antes de entrar no mar, os dois observam as condições das ondas, identificam os melhores posicionamentos e conversam sobre segurança. Dentro e fora da água, a mensagem é que cada experiência pode trazer aprendizado, independentemente do resultado. “Perder faz parte, e sempre existe algo para aprender. Ela é competitiva e gosta de ganhar. Eu incentivo que dê o melhor dela, mas que entenda que uma derrota também faz parte do caminho”, explica. Coral já demonstra curiosidade pelas categorias com pontuação e classificação, perguntando ao pai quando poderá participar de uma competição em que seja possível ganhar ou perder. “Eu gosto de pegar onda com meu pai e encontrar outras crianças. Quero aprender mais manobras e, também, participar de um campeonato que tenha primeiro lugar!”, afirma Coral. Carioca, de 44 anos, Phil Rajzman é tricampeão mundial de longboard, com conquistas no circuito ASP/WSL em 2007 e 2016 e no Oxbow Soul & Style, em Puerto Escondido, no México, em 2004. Em 2007, tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial de surfe profissional com chancela da ASP, atual World Surf League. Com uma trajetória de 25 anos na elite mundial do longboard, também acumula títulos de bicampeão pan-americano, campeão sul-americano e campeão brasileiro. Além de atleta, atua como empresário e desenvolve pranchas da marca Phil Rajzman Surfboards. Apresentou o programa 9 Pés, do Canal Off, participou dos filmes Surf Adventures 1 e 2 e é padrinho do projeto Surf no Alemão, no Rio de Janeiro.